sexta-feira, 15 de maio de 2009


Não sou perfeita em sentimentos, não sou exta em realizar sonhos, e as coisas simples que me deixa feliz....essas estão me causando angustia!

sexta-feira, 8 de maio de 2009


Há muito tempo, existia um reino escondido chamado: Era uma vez.Nesse reino viviam todas as fantasias e os sonhos, as princesas e os contos de fada.Era uma vez: a cidade da magia…
No reino existiam quatro princesas.Três com o destino devidamente traçado e outra… Bem, a outra não.Todas tinham mais ou menos a mesma idade e sempre foram boas amigas.
Princesa Sophia, de cabelos longos, lisos e loiros como os raios do sol, era a mais velha das quatro.O destino dela era adormecer e permanecer desacordada até seu príncipe encontrá-la e beijá-la.Depois, seriam felizes para sempre.
Princesa Vitória tinha os olhos azuis como o céu. Era a mais doce das quatro e desde criança sabia que um dia seria levada para a torre mais alta do reino e lá permaneceria até seu príncipe aparecer pra resgatá-la e, como as fadas haviam profetizado, serem felizes para sempre.
Princesa Caterina tinha os cabelos cacheados e os olhos verdes. Era simples e o seu destino, como o das outras, era ser privada de sua vida ainda muito jovem até que um príncipe viesse salvá-la pra serem felizes para sempre.E assim aconteceu…
Princesa Annabelle era diferente.Tinha virtudes como as outras, era amorosa e justa, mas não era loira, não tinha olhos claros, não dormiria para sempre nem seria mandada para algum lugar longínquo e não tinha um príncipe encantado.Ela não tinha inveja das amigas, apenas se sentia diferente de todas as outras, externa e internamente.
Um dia, Princesa Annabelle, foi passear próximo ao rio e achou um sapo…
Princesa Annabelle – Nossa! Que sapo estranho… É tão mais claro e tão menor…
Rã – Eu não sou um sapo, sou uma rã!
Princesa Annabelle – Oh! Desculpe. É que eu nunca vi um ser como você por aqui…
Rã – Eu também não sei como vim parar neste lugar, só sei que, teoricamente, você deveria me beijar…
Princesa Annabelle – Beijar você?!
Nesse momento, Annabelle viu uma bruxa sair correndo de uns arbustos…Assustou-se mas retomou a conversa…
Rã – É. Beije-me e descobrimos quem sou e o que serei pra você…
Princesa Annabelle – Você é fruto daquela bruxa?
Rã – Acho que sim, mas não tenho certeza.
Princesa Annabelle – Devo te beijar, então?
Rã – Sim… Se você tiver coragem – detestando ser desafiada, Annabelle fechou os olhos e colou seus lábios na pele fria da rã que se transformou numa bela jovem.
Princesa Annabelle – Mas… Você é uma princesa! – exclamou Annabelle surpresa…
Rã – Chamo-me Ticiana – disse o nome com a cabeça baixa por pensar que Annabelle havia desgostado de sua pessoa e por ter medo, já que ela só deveria revelar seu nome ao seu verdadeiro amor.
Depois de um breve silêncio, Princesa Ticiana ergueu a cabeça e, ao olhar nos olhos de Annabelle, apaixonou-se.
Princesa Ticiana – Posso te abraçar? – perguntou.
Princesa Annabelle – Sim, pode… – respondeu ainda com os olhos brilhando.
Princesa Ticiana – Eu vi o mundo nos seus olhos e é isso que sou pra ti. Sei que tu viste o mundo nos meus e é isso que sou pra você… -sussurrou no ouvido de Annabelle.
Annabelle segurou a mão de Ticiana e correu para alcançar a bruxa…
Princesa Annabelle – Foi você que fez isso? Por quê?
Bruxa – Você nunca julgou ninguém, nem a nós, bruxas. Sempre foi justa, Annabelle. Por isso, decidimos dar a você algo verdadeiro.Existirão dias tristes e brigas entre ti e Ticiana… Mas sempre irão se amar de forma pura.
Annabelle agradeceu a bruxa, entrelaçou sua a mão a mão de Ticiana e viveram amando e sendo amadas para sempre.